quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Mexeu... Eu estou aqui!

Eeee... Ele ou ela, está fazendo festa na minha barriga. É! Mexeu... Cambalhotas, coceguinhas, borboletas, pontadinhas. Deve está divertido aqui dentro. O milagre de saber que têm alguém tão especial dentro de mim não têm explicação de quanta emoção é. Mãe de quarta viajem e eles ainda me surpreendem. Deus é perfeito, sua criação me maravilha todos os dias. Obrigado Pai, pelo milagre de ser cooparticipante na tua grande obra de criação. Muito obrigado por fazer de mim, mãe, mamãe, mãezinha... A mãe deles que são minha própria vida.
Lia Joca

Cesária x Normal (O parto)

O parto natural é realmente o mais saudável e de mais fácil recuperação para mãe. Porém, não somos menos mães ou mais fracas por escolher a cesariana. Nem tão pouco torna-se menos especial o milagre da vida. A melhor escolha pelo procedimento sempre vai ser a que você e seu médico vão está mais preparados e não haja risco para mãe ou bebê. Afinal, Deus criou e deu inteligência ao homem para que com a medicina fosse participante e auxiliadora na realização do milagre do nascimento. Muitos relatos de mãe assustam e impressionam as mães de primeira viajem; Sobre as dores do parto normal, a flacidez da cavidade vaginal após o parto, entre as que também se levantam á abominar o parto cesariano; pelas dores da recuperação, até os perigos da anestesia. Lembro á vocês que tanto ao parto normal, quanto ao cesario são administradas drogas, sejam elas de inibição do trabalho de parto, para dor ou para acelerar as contrações. O bebê não nasce sob efeito de nenhuma dessas medicações, nem tão pouco vai assustar- se ao ser acordado pelo médico, surpreendido pela retirada do ventre da mãe. O choro é necessário e expande os pulmões da criança ao choque com o ambiente externo em qualquer dos procedimentos de nascimento. Outro dos mitos das diferenças entre os partos, é a produção de leite. A mãe que faz cirurgia não é punida com a falta de leite e nem há demora que não seja ela normal ao corpo de cada mulher. A produção do leite começa desde a gestação e o bebê vai ter sim o leite que precisa ao nascer, embora muitas mães independente do parto sofram com a pouca produção de leite no organismo, que muitas vezes se dá mais pela ansiedade do que por problemas hormonais. Fala-se também e há certo pânico no que se diz respeito a mais de duas ou três cesarianas. Não! Você não vai morrer. Não vai romper o útero e não vai ter mais complicações que nas anteriores. O bom acompanhamento pré natal e a segurança no seu obstetra vão ser sua segurança. Além disso são baixíssimas as estatísticas sobre complicações com mãe e bebê nesse caso. Lembrando que é sempre bom está sempre atenta aos sintomas diversos da gravidez e os poucos normais. Em caso de dor no baixo ventre ligue sempre para o seu médico. A boa notícia é que pelo ultrassom dá também para visualizar as cicatrizes de partos anteriores e o médico vai lhe falar com segurança se há riscos no parto ou no decorrer da gestação. Que como disse; São raros. Estou caminhando para minha quarta cesárea. Com 13 semanas de gestação, e mesmo com experiência fiquei sim muito assustada com comentários em internet, e teorias de leigos sobre minha gestação. Porém meu médico, nada menos que um dos papas da obstetrícia de risco e que me acompanha desde a adolescência me tranquilizou e com uma frase simples disse: E tudo que entra, Não têm que sair? Entendi nas entrelinhas dessa frase aos risos e com a sabedoria de quem pratica medicina com amor, que Deus me dizia: "Sou eu o milagre da concepção e do nascimento, Sou eu que sei de todas as coisas." Ele quer esse nascimento desde a implantação dessa vida no meu ventre, e assim será.

Lia Joca 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

E derrepente quatro!

Nível de gravidez... Cansada dessa agonia: É menina se enjoar pela manhã, é menino se tiver azia, É menina se tiver espinha, É menino se tiver linda, É menina se estiver mais irritada. É menino se estiver mais ansiosa. E finalmente é menina se tiver com a barriga redonda, É menino se estiver pontuda. Há agonia sem jeito! OK, OK... Estou enjoada 24hs, tenho azia a noite. Tenho espinhas nascendo como adolescente e não têm como ficar feia, nasci linda. Hehehe E modesta também. E sim, definitivamente estou irritada, ansiosa e nem eu me aguento. Estou com a barriga no mínimo estranha e grande... Quem designou isso de saber se é redonda ou pontuda, Enhi? Sei não... Não me encaixo em nenhum método popular, não tenho o feeling do que vai ser, só muita gente a palpitar. O jeito é sem jeito... E esperar!
.... Que seja cheio de saúde, porque amor têm de sobra!
Lia Joca

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Pequenos de verdade, para modificar o mundo de mentiras


Já ouvi falar muito em deixar um mundo melhor para os nossos filhos. Mas pouco se fala em deixar filhos melhores para o mundo. A construção do novo mundo começa na sua casa, em cada criança que nasce. Na educação que damos. Na base fundamental sobre o ser vir primeiro do que o ter. As crianças que construirão uma nova história e povoaram o mundo precisam aprender a crescer sem que isso signifique ser maior que os outros e que ganhar é só uma consequência do esforço de cada um e não significado de superioridade. Se você se preocupa com o futuro do seu filho, com a manutenção do mundo e a melhoria das novas gerações, não ceda á tudo o que seu filho quer, não o ofereça o mundo em suas mãos. Dê a ele segurança e determinação para ir sozinho buscar. Não adianta não jogar papel no chão, se jogamos no lixo todos os dias nossos filhos, nossa herança para o mundo. Não adianta reciclar, se não mostramos as nossas crianças o quanto é importante reaproveitar e ser generoso com os que não têm. Não adianta criar movimentos, levantar bandeiras em prol das igualdades e de politicas para todos, se não ensinamos á quem vai está aqui no futuro, que bom mesmo é ser diferente, fazer diferente, pensar diferente e agir fora dos padrões. Sendo um ser humano de verdade em um mundo que hoje parece feito de mentira.
Feliz mundo novo para todos nós!


Lia Joca

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A Patrulha por: Kika Coutinho!


Você pensa que conhece a polícia né? Acha que sabe quem são os chatos que vão te parar bem naquela blitz, bem naquela noite, bem naquela curva. Pensa que sabe quem faz a patrulha da nossa rua, da vizinhança, das famílias. Pensa? Então espere até ter filhos e conhecer a patrulha das mães.
Ah, aí você vai ver o que é chato. Tem a patrulha do parto normal, a da amamentação, a patrulha da comida, a patrulha da super Nanny, a que é contra a super Nanny, a patrulha do consumo, a da atenção e a patrulha da patrulha. Essa sou eu.
Já que é pra ser chata vou ser patrulha também. Vou infernizar as que patrulham. Porque, olha, não posso dar um Danoninho em paz, que a vizinha olha feio, porque minha filha acabou de fazer dois anos e eu ainda deveria dar uma maçã. Ah, mas se eu der a maçã e ela não gostar, nada de reclamar. Brigar nem pensar. A patrulha anti-castigo pode te prender. Porque não pode falar a palavra castigo. Também não pode mandar a criança parar de chorar, porque daí você está subestimando a dor dela. A-ham.
Tenho uma amiga que não conseguiu amamentar e tem medo de contar. Brinquei com ela que daqui a pouco tem que ir pro porão fazer mamadeira, todas as luzes apagadas, porque se a patrulha da amamentação te pega, tá perdida. E olha que quem escreve isso amamenta ex-clu-si-va-men-te há quase 6 meses a passa o dia como zumbi porque não quer dar mamadeira nas madrugadas. Mas essa sou eu, comigo mesmo, porque essa é minha decisão.
Claro que sou completamente a favor de disseminar informações, textos, reflexões, estudos. Claro que é importante amamentar. Mas cada mãe sabe onde aperta o calo, cada mãe tem o seu bico do seio, dá licença? Sinto – e será que sinto sozinha? – que há uma confusão entre a alegria de conversar em paz com os seus diferentes e a chatice de insistir e catequizar, aquele que não precisa ser catequizado. Porque isso não é uma religião. São mães, e filhos.
A amamentação é só um exemplo óbvio, mas a patrulha está aí. Nas mães que falam mal de outras mães. Nas mães que dizem que tem “mães” e “mães” sempre com aquele pingo de pimenta. Tem - e que bom, oras. Paremos de falar mal de quem trabalha, ou de quem não trabalha, ou de quem deixa ver tv, ou de quem não deixa, paremos, paz! Vamos juntar esforços pra ir ao cinema? Ao teatro? Fazer um pic nic no parque? Cada um leva o que gostar, tudo bem se for polvilho, tudo bem se for suco (de caixinha), tudo bem se for uva e maça desidratada.
Outro dia que não comprava orgânicos, e quase fui fuzilada. Nããão? Uma perguntou – com aquela indignação quase feliz, sabe?- Não - eu respondi, tímida, culpada, errada. Pois agora assumo, para o facebook todo ver, vou liberar meu perfil, escrever no meu status, publicar no twitter: NÃO, EU NÃO COMPRO ORGÂNICOS tá? É bom, é melhor, é que você quiser, mas eu não compro e, se fosse comprar, agora é que não comprava mesmo, pode passar o tomate com agrotóxicos, a alface, a batata é o pior? Manda! Não compro e quero ver alguém me obrigar, seguranças, seguranças socorro!
Eu deveria ter feito essa baixaria, já que tema é grave viu?
É grave porque costuma ter uma certa superioridade na crítica, um quê de raça ariana ao falar das mães comuns que, de certo, não sabem educar seus filhos.
Pois, aviso às patrulheiras: Vocês também não sabem. E, dia sim outro também, erramos. Senão no parto, na roupa, senão na roupa, na chupeta, senão na chupeta, no antialérgico. Somos mães e mais iguais do que pensamos, apesar das diferenças. Amo, admiro e aprendo com amigas, próximas, que fizeram escolhas tão distintas das minhas, escolhas tão nobres. É de uma alegria tão grande partilhar com elas os meus erros, os meus acertos, e ouvi-las também, de coração aberto, não me convencendo, mas me contando. Não me patrulhando, mas me ensinando.
Porque embora as opções sejam diferentes, o que sentimos é igual. O amor àquela criança fofa, aquele danadinho que rouba bala, e que finge que dormiu, e que foge do banho, enfim, é o amor de mãe e, com peitos e barrigas diferentes, isso, apenas isso, deveria nos unir.