domingo, 28 de abril de 2013

Meu sucesso, minha família.



Sucesso mesmo é você conseguir alcançar a graça de ver sua família sempre reunida. Aqui mesmo e no céu. Eu não desisto de tentar, eu não desistirei de cada um que amo. Nasci de uma família e formei outra, e somos todos uma enorme família que mesmo semelhante a tantas outras que brigam e desentendem-se, são envolvidas pelas dúvidas do mundo. Lutamos para ser um cada dia mais na fé em Deus e para sermos mais para o nosso Pai maior que está no céu. Sucesso para mim é crescer junto enquanto casal e não fugir, arranjar pretextos para não estar presente as dificuldades do cotidiano e ser parceiro na aposta e realização do outro, usando o trabalho e o estudo para o que ele serve mesmo, e o tempo livre para a todas as bençãos que Deus lhe ofereceu dentro de seu lar: A família. Sucesso para mim é não precisar optar, é estar sempre decidido pela família e não deixar-se confundir pelo mundo que oferta grandes riquezas lhe oferecendo, sempre um pouco a mais para que você seja um pouco menos para os que te amam. Sucesso pra mim é ter prazer em estar e ser família, e abrir os olhos logo cedo e ver o quanto é rico da graça que adentrou a tua casa na hora em que seu primeiro filho nasceu, e cresce em saúde, graça e alegria. Sucesso pra mim é não ter do que arrepender-se, a senão de todo o tempo que não se rendeu a doçura que está no olhar do esposo(a) que te espera feliz, dos filhos que o abraçam como que aquele fosse o primeiro e o último, do sorriso dos nossos pais na sua melhor idade que vem que bom trabalho fizeram, do abraço apertado de saudade no irmão ausente, ou aquele que no verão ou Natal passado se estranhou com a gente. Sucesso pra mim é saber que eu posso ser a esperança em meio a tanta falta dela na minha família e em tantas outras que me rodeiam, e não preciso dar uma palavra, basta o meu olhar e meu exemplo. Sucesso pra mim é me ver rodeada de uma família que me ama, conforta. Ter gente ao redor da mesa que se olha e nem precisa dizer que se ama, a gente sente no coração. É não ter parente e sim gente presente que de perto ou de longe aposta na felicidade da gente. Sucesso para mim é ser família e apostar nela todos os dias, nessa grande loteria que nos deixa cada vez mais ricos, filhos, noras, genros, cunhados, sogros, irmãos, primos e todo o tipo de parentesco que deveria resumir-se a um só: Irmão. Desejo que todos meus irmãos, parentes, amigos e pessoas que me querem bem descubram hoje que são muito ricos. Dentro da casa de cada um de vocês existe a maior riqueza que alguém pode ter nessa e na outra vida também: A família! Preservemos.


Lia Joca

sábado, 27 de abril de 2013

E quanto há no coração de quem é diferente?



As diferenças, entre as pessoas são diversas desde a cor da pele, olhos, cabelos e bem mais no que concerne a psique. Quantos de nós já se descobrimos diferente em reações, ânimo para fazer algo, força de vontade e até mesmo medo de uma simples injeção? Imagine você que na idade adulta isso não é problema algum. Tem-se medo é fobia. Se não tem ânimo é depressão, se falta força de vontade são debilidades da personalidade. E tudo isso uma só solução: Terapia. Agora imagine sentir isso tudo junto. Sim! Tudinho. Medo, desmotivação e pouca ou nenhuma força de vontade. E por ventura ainda ser uma criança. O que mesmo as crianças fazem com esses problemas? A quem recorrer? Como podem demonstrar isso e pedir ajuda? É! As dificuldades psicológicas deles são bem mais complexas porque não reconhecem sintomas e nem tão pouco sabem expressar em palavras. As crianças em geral passam por boa parte desses problemas sozinhos. A gente sempre trata como mimo demais, rebeldia, falta de atenção, preguiça e tantas outras coisas que é bem mais fácil se pensarem de crianças fisicamente normais. Aliás, sem qualquer anomalia ou síndrome aparente na sua fisionomia. Às vezes acho que os que já trazem em seu gene essa especial particularidade que se exterioriza no rosto são mais felizes. De fato não há diferença entre eles e outras crianças, chamamos de especiais por todo esse apelo do mundo de tratar de diferenças mais do que de gente. Porém esses pequenos são cheios de emoções lindas, extremamente amorosas e a única coisa que precisam a aprender de fato é a não ser tão verdadeiros. Comumente eles não guardam, nem sufocam nada. Nem amor, nem raiva. São temperamentais para nos humanos. Mas para quem os criou são humanos mais verdadeiros que nós. Estou mostrando essa relação para ter um parâmetro para ser entendida, quando falo que a dificuldade das crianças não especiais são bem maiores. Todo mundo fala de hiperatividade, déficit de atenção e soa tão bonito em inúmeros textos que analisam a gente como se fosse tudo igual e ao mesmo tempo não chegam a qualquer parâmetro sobre tratamentos e no que todos esses pequenos tem em semelhança. É uma estupidez! Falar de gente e criar diagnósticos e ao mesmo tempo viver em um mundo onde não há ninguém igual. Nenhuma doença ou síndrome vai se manifestar igual no meu e no seu corpo. Isso é fato. Podemos morar na mesma casa e pegar o mesmo vírus de uma gripe, mas você pode sentir muito mais sintomas que eu. É assim com as síndromes e dificuldades psicológicas. Por favor, psicólogos e psicopedagogos só com esse leigo principio dá para ter certeza que esta tudo errado. Desde muito pequenas crianças com TDAH são tratados sem distinção por drogas fortíssimas. Quem seja o mestre ou doutor que me diga que não eu não acredito porque eu vi meu filho dopado com essas drogas. Elas viciam sim, causam dependência e em um prolongado tratamento vão ter de ser substituídas por drogas ainda mais fortes. Um detalhe muito interessante a esse respeito é que quase sempre quem usa esses medicamentos na infância, cria na vida adulta outros tipos de dependência. É muito comum serem os futuros dependentes químicos de drogas que por alguma razão só diferem das outras porque são ilícitas. De fato, a lombra chega ser a mesma. Eu não to aqui tentando levantar bandeiras contra a medicação, os tratamentos e etc. Minha causa é outra. A individualização dos diagnósticos. A maior orientação por parte dos profissionais de saúde a fim de saber ajudar a nós pais a acolher e, a saber, orientar e criar bem nossos filhos. Especiais ou não. Com TDAH ou simples distração. Meu filho tem nove anos hoje e entre tudo que passamos juntos, médicos, exames, escolas e orientação psicológica e espiritual. Ninguém até hoje tratou do meu filho como um ser individual e único, ninguém pesquisou dentro dele, estão muito ocupados com os livros e as respostas prontas. Ninguém me orientou. E principalmente; Ninguém o orientou, deu atenção verdadeira ou simplesmente o perguntou como se sentia. A não ser eu, a não ser eu e meu coração de mãe, que olhos em seus olhos todos os dias como que o pergunta o que há por dentro, e carrego na minha alma a mais profunda dor de não saber como ajudar. Ele hoje esta fora de faixa, no terceiro ano, porque entre outras negligencias, sofreu diferenciação no seu aprendizado por parte de educadores que não se instruem e nem entendem nada da verdadeira lição a ser oferecida. A da igualdade. Ele já foi taxado como sem jeito por tanta gente que não se reconhece como se elas é que fossem um caso á parte. Quem é humano de verdade, profissional de verdade, não desiste se determina. E no caso de educadores e psicopedagogos, estes é que mais ainda deveriam se comprometer a agarrar até o final essa luta contra as diferenças e em prol da inclusão. Tenho vergonha por eles. Eu enquanto paciente, mãe e pessoa que busca auxilio me envergonho por esses profissionais. Não to aqui taxando todos, mas até agora não tive sorte. Como outras mães não vejo tantas saídas para meus questionamentos sobre meu filho. A não ser esperar que ele cresça. Afinal, do lado de cá parece tudo mais fácil. Ao menos a gente grita, cria caso e tem ajuda nem que seja por pena daquele coitado. Tão bonito (a), de família “Como dizem” e cheio de problemas. Ao menos as pessoas se compadecem e procuram ter mais paciência e caridade. Hoje na vidinha dele, se grita, se irrita, vai para o castigo. Se chora e se revolta é porque é atrevido e por isso também é castigado. Se não se socializa ou se chama atenção demais é inconveniente e mal educado. E quando nada dá certo para que ele se adapte a nova escola e estrutura educacional também lá desistem dele. Fácil assim. Difícil é pra mim e pra ele.
Amo-te, filho exatamente porque é diferente!

Lia Joca

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Tá quase andando.


Isso pode ser muito esperado por todos nos mamães, mas definitivamente é um misto de alegria e preocupação redobrada, já que o bebê que até então era protegido pelos nossos braços agora esta exposto a todos os perigos do ambiente, andar pode ser muito perigoso. E na cabeça das mamães, é um pânico ver aquele bebezinho de pouca experiência e muita fralda a engatinhar, tentar subir, equilibrar-se nos móveis e arrastar objetos. Na minha terceira viagem como mamãe, digo que é bem complicado mesmo. Você quer soltar porque é o certo, mas aí ele bola no chão, cai, machuca o joelho e você já tem aquela vontade de proteger nos braços. Ô dúvida cruel! Certo mesmo é que ele vai precisar se expor para conquistar a independência, não só no caminhar, mas em todo o resto. Correr, brincar, colocar besteira na boca, coisa que toda mãe fica louquinha, mas até isso é necessário para o fortalecimento do seu sistema imunológico. O jeito é cuidar para que tudo, se não sair perfeito, que sai ao menos sem grandes traumas e dificuldades para mãe e bebê. Pense em formas de manter seu bebê seguro, mas não vá pensando em comprar aparatos de skatista, joelheiras e capacete e etc. Até o tombo é uma forma de aprendizado. Mantenha só sob sua supervisão para que saiba sempre onde e como se machucou para ter como agir em casos mais traumáticos. Uma boa dica é só levar o bebê para o chão sob a atenção de um adulto. Pode ser você, o papai, a babá. Evita muitos sustos e ter que correr. O ideal é sempre que quem esteja de olho na criança, esteja somente a essa missão. Outra coisa muito importante é manter a higiene do ambiente, mas não precisa exageros, limpar a casa três ou quatro vezes na semana já é o suficiente. Lembre-se: Seu bebê precisa adquirir anticorpos e em outros ambientes, você não vai poder mesmo manter o controle. Ainda com relação a casa, temos que estar atentos. A casa é o recordista em acidentes nos pronto socorros e que podem ser evitados com simples cuidados como já dei a dica a cima e alguns outros. Vamos lá! Você já sabe que na higiene não é necessário tantos exageros. Mas na segurança do ambiente, todo cuidado é pouco. Os bebês são bichinhos bem curiosos e rápidos e você pode surpreender-se ao imaginar que não descobririam pequenos buraquinhos como os de tomadas, fios de carregador de celular, entre outros perigos. As minhas principais dicas são: Mantenha a criança sempre longe da cozinha e desde muito pequena mostre que aquele lugar da casa é área proibida. Quanto menores são mais capazes e fáceis de assimilar o “não”, não que eles saibam o que a palavra significa é a conotação com que a diz que fica gravada na mente do bebê. Mesas, cadeiras e outras decorações e móveis da casa que tenham ponteiras precisam de suporte arredondado ou os tire do ambiente ao colocar a criança para brincar. Tomadas sempre tampadas, fios sejam eles do que for oferecem risco, mesmo sem carga elétrica o bebê pode puxar e quase sempre na outra ponta vem objetos pesados. Objetos pontiagudos, pequenos. Até mesmo elásticos de cabelo, moedas e grampos não podem mais estar sobre móveis ou caídos no chão. Evite um engasgo. Acredite! Quanto menores os objetos, mais rápido seu filho vai levar a boca. Cama não é lugar de brincadeira, além de se machucar com uma queda, seu filho tem que sempre associar o leito a repouso e não a brincadeira. Portas de banheiros, áreas de serviço que estão sempre molhados e tomados por tapetes devem ser mantidas fechadas, são outros ambientes proibidos sem supervisão. Banheiras, bacias, baldes e etc. Pelo amor de Deus não coloque no alcance da criança e nem por um segundo o deixe só. Existem inúmeros casos dolorosos dessas pequenas displicências. Então não arrisque. Discordo de mães que põem brinquedos na hora do banho e deixam a criança de molho, em geral, elas tem uma atração estranha pela água e controle algum sobre o que podem ou não emergidos. Todo cuidado é pouco, isso vale para piscinas também. Nunca deixe a criança brincando perto de água sozinho. Dizem que o que atrai a criança a imersão é sempre o reflexo como o do espelho. Gavetas, portas, janelas e tudo que abre e fecha também é um grande atrativo para esses pequenos, então trave sempre com suportes ou improvise. Não dá para apostar no bom senso deles. E agora você pode até pensar: “Nossa! Minha casa é um perigo”. Mas não é bem assim. O fato é que perigoso mesmo é o seu pequeno descobridor. Esse sim é um perigo. Depois disso tudo é deixar seu pequeno crescer. Deixe-o aprender do seu mundo. Vai valer super a pena, você vai ver. O bebê começa a criar segurança em si mesmo quando começa a andar e fica mais independente dos pais. Use isso ao seu favor quando precisar dar aquela saída com o maridão. Além disso, facilite seu cotidiano com menos choros sofridos quando precisar trabalhar.

Lia Joca




quinta-feira, 25 de abril de 2013

O que eu posso, começa de dentro




Não posso mudar o mundo, mas mudo meu espaço. Aqui em casa começo fazendo o que posso pelos meus e ensinando a minha família que o melhor para ser feliz e fazer os que amamos felizes. Não posso mudar todas as pessoas, mas quem me rodeia eu afeto com a vontade de ser melhor a cada dia, com simplicidade, com bondade que não precisar ser doação de coisas e sim muito mais de tempo. Tem muitos ao nosso redor precisando de atenção, respeito e ser ouvido. Tento ser ouvidos, quando minha alma inquieta, se põem a falar. É nessas horas que se é mais caridoso quando calamos para ouvir os outros. Trocamos nossos montes de opiniões pelas razões e sonhos dos que amamos. Gosto de ouvir o coração dos que amo. Não posso e nem quero mudar os que amo. Os amo por tudo que são; defeitos e qualidades. Amo essências e não etnias, aparências, opções ou opiniões. Amo por amar e acho que tem que ser assim. Mas faço minha parte quando sou um pouco menos eu para ser deles e com eles. Não apoio o que é errado, mas não me coloco do lado contrário afinal ninguém sabe em profundidade as razões dos outros. Amar também é entender. Aposto nos que amo até o final sempre. O amor tem dessas coisas, ele melhora as pessoas sem esforços. Não são palavras e conselhos que vão incentivar a alguém a permanecer no bem e sim incentivo e exemplo. Não posso mudar as reações e ações do mundo inteiro que afunda em falta de fé, amor ao próximo e reservas para o futuro. Mas posso começar daqui. De dento, na minha alma, no meu coração. Tento todos os dias acordar menos aborrecida por ter tanta coisa para fazer em 24 horas. Observo minhas palavras para que não sirvam de sentença de desmotivação e maldição na vida dos meus e dos que me relaciono pela força do cotidiano. Paro um pouco mais para refletir ao reagir a uma agressão, a uma situação desfavorável ou mesmo injusta. Afinal nenhum de nós é cem por cento justos. Isso fica ao encargo de Deus. Tomo como aprendizados os dias ruins e como um brinde os dias em que consigo manter minha paz interior e transformar meu dia com isso. Tudo de bom e ruim vem de dentro. Somos nós que refletimos em nosso cotidiano. Se eu acordo amando minha vida profundamente. Provavelmente atrairei pessoas e situações com os mesmos padrões. Então noventa e nove por cento do meu dia procuro ser mais em tudo que faço e deixo os menos de lado, do lado de fora mesmo. Compreendi a atrair o que é bom e repelir o que não presta e nem por isso é necessário descartar pessoas. As pessoas a gente acolhe. Bons e ruins e transmite. É contagia, pode demorar ao vírus do amor se instalar. Mas um dia ele pega e derruba. Com certeza. Ainda bem! Ainda não conseguiram inventar cura para as viroses do amor. Não posso acabar com a falta de amor. Mas posso afetar o mundo amando.

Lia Joca

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Quase lá



A Sophia esta com quase um aninho. Nossa, Nem acredito! Foi um dia desses. Pensando assim e conversando com meu marido, fiquei abismada como o tempo anda correndo. No tempo dos meus dois outros filhos os meses pareciam anos. E agora os bebês só faltam nascer falando, quando você pensa que esta aos cuidados de um recém-nascido, eles já são bebês crescidos e cheios de vontade de descobrir as coisas. E muito interessante, mas a gente fica com uma saudadezinha danada. Nem bem nasceu a minha bonequinha e já tá quase andando, já fala algumas palavrinhas e outras tagarelices que só ela entende. Já brinca com os irmãos, dá cada gargalhada que parece gente grande. Além disso, começa agora a entender mais um pouco, sentir mais a ausência do pai e a minha. Quando o pai chega do trabalho ela faz festa e não desgruda dele. Sabe fazer denguinho que nem ela só, em segundos pode passar de um choro sofrido a uma carinha feliz só em ver a gente. O interesse por conhecer as coisas salta aos olhos e faz uma mãozinha desassossegada não parar um segundo, assim como o desinteresse também é claro no olhar dela e atitudes. Já tem um brinquedo que é seu companheiro e tantos outros que nem liga. Embora o que mais desperte a sua atenção sejam os objetos mais inusitados. Adora brincar com colher, caixa de remédio, tampa de panela entre outros instrumentos da cozinha. Já aprendeu a ir para todo lugar no anda já e acha uma grande aventura correr atrás dos irmãos e mexer em portas fechadas. É uma curiosa essa minha filha. Eu amo cada descoberta dela. Como é bom poder acompanhar isso tudo! Dá uma vontade loca na gente do tempo demorar bem muito, para ver mais tempo esse bebê se desenvolver. Faltam exatos um mês e treze dias para ela estar uma mocinha de um ano e eu nem posso imaginar em perder um segundo dessa incrível descoberta dela sobre o mundo, cada passinho para passar logo em breve de bebê a criança. O que eu sei é que vou ter saudades.  Quão doce é a espera das conquistas dos que amamos. Quão grande é a alegria de ver nossos filhos grandes. Por isso não canso de dizer: Eu amo muito tudo isso!

Lia Joca